domingo, 19 de junho de 2011

Mais uma vez caminhos...

Durante todo o semestre muitas reflexões perpassaram minha mente, mas uma em particular esteve como pano de fundo em muitos momentos. Durante toda a minha vida fui impelida a tomar decisões. Decisões sérias e importantes. Decisões “para o resto da vida”. Daí surge a escolha da profissão. Entrei para Psicologia, mas eu realmente escolhi a Psicologia? Não soube responder essa questão por 3 anos de faculdade.

Um dia, resolvi abrir os olhos e ver a beleza da Psicologia. Suas múltiplas possibilidades de atuação e de criação. Me apaixonei. E como toda paixão que se preze tem seus momentos de amor e de fúria.

Nos meus momentos de fúria me vejo sem saber o que fazer com ela. Pra onde eu vou com isso? Que caminho eu sigo na Psicologia: Clínica, Hospitalar, Empresarial? Sinto necessidade de definição. O que estará escrito em meu cartão? Julia, psicóloga...... Preciso de um lugar para me amparar, de uma base de onde partir, de uma rumo para seguir.

No meio dessa loucura surge Regina Benevides. Que linhas são essas que me atravessam e que me fazem ter que ser apenas uma? É preciso colocar em análise essa angústia e promover bifurcações, novos caminhos, novos lugares. Desterritorializar o lugar de psicólogo. Por que só clínico ou só organizacional? Por que não inventar novas formas de ser e de fazer psicologia? Por que não ser múltiplo?

Nesses momentos lembro das pessoas que admiro. Nenhuma delas se deteve em seus papéis pré-determinados, muitas não se encontraram na primeira coisa que fizeram e hoje são pioneiras no que fazem. Entre elas Sandra Korman, psicóloga especialista em Empreendedorismo e Carolina Sanches, Jornalista e Pedagoga, com seu projeto Crianças de lá e de Cá, que promove a inclusão social de crianças por meio da literatura infanto-juvenil.

É, acho que isso... O caminho talvez seja caminhar e ir seguindo o que teu coração te diz e onde teus pés te levam.

Termino este post citando mais uma vez as sábias palavras de Paulinho Moska que sempre me consolam:

"Então me diz qual é a graça

De já sabero fim da estrada

Quando se parte rumo ao nada"


Julia Torres

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